Mariana

Mariana é reconhecida como a primeira cidade e a primeira capital de Minas Gerais, berço da organização administrativa, religiosa e cultural do território mineiro. Fundada no contexto do ciclo do ouro, Mariana consolidou-se como espaço de encontros entre povos, saberes e tradições, construindo uma identidade marcada pela fé, pela música, pela educação e pelo patrimônio histórico. Seu conjunto urbano harmoniza arquitetura colonial, paisagens naturais e práticas culturais que seguem vivas no cotidiano da população. Mariana é, ao mesmo tempo, guardiã da memória e território de criação, onde o passado inspira ações culturais, educativas e comunitárias no presente.

Conheça a Cidade

A história de Mariana começa no final do século XVII, com a descoberta do ouro às margens do Ribeirão do Carmo. O arraial que ali se formou cresceu rapidamente, tornando-se um dos principais núcleos urbanos da região mineradora. Em 1711, foi elevada à categoria de vila e, em 1745, tornou-se cidade e sede do primeiro bispado de Minas Gerais, fato que consolidou sua importância religiosa e administrativa.

Ao longo do século XVIII, Mariana desempenhou papel estratégico na organização política da capitania, abrigando autoridades civis e eclesiásticas e promovendo intensa vida cultural. A presença da Igreja Católica influenciou fortemente a formação urbana e artística da cidade, refletida na construção de igrejas, praças e edifícios públicos de grande valor arquitetônico.

Com o declínio da mineração, Mariana enfrentou transformações econômicas, mas manteve preservado grande parte de seu patrimônio histórico. No século XX, a cidade foi reconhecida como Patrimônio Cultural, reafirmando sua relevância para a história de Minas Gerais e do Brasil. Hoje, Mariana se destaca como cidade histórica, universitária e cultural, comprometida com a preservação da memória e com o fortalecimento das expressões culturais locais.

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Descubra Mariana

Descobrir Mariana é percorrer um território onde a história se apresenta de forma serena e acolhedora. Suas ruas tranquilas, praças amplas e edifícios coloniais convidam à contemplação e ao aprendizado. A cidade abriga importantes espaços culturais, como museus, igrejas e centros de memória, que narram a formação de Minas Gerais e o papel central da religiosidade e da educação nesse processo.

Mariana também se revela por meio de suas tradições vivas: bandas de música, corais, festas religiosas, celebrações populares e saberes transmitidos entre gerações. A relação com a natureza é outro elemento fundamental, com paisagens montanhosas, trilhas, distritos históricos e áreas rurais que ampliam a experiência cultural para além do centro urbano. Essa diversidade faz de Mariana um território fértil para iniciativas que conectam patrimônio, arte, educação e comunidade.

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Patrimônio Material e Imaterial

Cordel

Mariana nasceu primeira, guardiã da tradição,
No toque do sino antigo bate forte o coração.
Entre igreja e praça larga, a memória vem falar,
De um povo que faz da cultura o seu jeito de ficar.

Banda toca na janela, clarinete em procissão,
É música que atravessa gerações em comunhão.
Cada festa, cada canto, cada passo no chão,
É herança que se aprende na voz da multidão.

Na cozinha, no ofício, no saber popular,
Mariana se reinventa sem deixar de lembrar.
Patrimônio não é só pedra, nem pintura na parede,
É o povo que mantém viva a história que antecede.

Assim segue Mariana, com passado e criação,
Entre fé, cultura e afeto, em constante construção.
Patrimônio imaterial, riqueza sem igual,
Que vive no cotidiano, livre, forte e ancestral.

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